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Cozinha proletária em 5 passos
Por Julia Reis em 17,Jan 2010 | Em Publieditorial | Enviar comentário »

É difícil conciliar meu olho gordo, vontades gordas com o tempo curto e o cansaço de fim de expediente. Aprendi com o tempo alguns aspectos importantes para a cozinha de um proletário:
Criatividade
Como fazer um ovo, um resto de farofa e aquele queijo virarem uma refeição? Só sendo criativo e desapegado.
Utensílios
Mixers, batedeiras, processadores, liquidificadores e por aí vai a lista de casamento. Esses itens ajudam o proletário a fazer receitas rápidas sem precisar picar, amassar e sujar as mãozinhas. Em 30 segundos você faz uma massa de panqueca, sopa de mandioquinha, suco natural e o que mais você gostar que seja baseado na lógica do “mistura e ta pronto”.
Espaço
Pratos limpos e um pedaço de bancada para cozinhar. Nem pense em acumular louças sujas, ficar sem travessas limpas. Tudo fica mais ágil – e cheiroso - se a área estiver aberta para cozinhar rapidinho, comer comida caseira e dormir com amor no coração – e feijão no estômago.
Congele
Tenha itens básicos no congelador, como um molho pronto – pesto!, carne em cubinhos e espinafre (saaanto espinafre, eu te amo). Desses aí já saem uma massa, um refogado e um omelete, né?
Telefone sem fio
Pode me chamar de frenética, mas o telefone sem fio é uma benção. Dá para retornar as ligações do dia, ligar pro amorzinho E cozinhar. Eu só comprei um esse ano e mudou minha vida. Mas é lógico que ele já caiu dentro da panela outro dia. Culpa minha.
Um pouco da minha história de garfo, faca e cozinha
Por Julia Reis em 27,Out 2009 | Em Publieditorial | 3 comentários »

Mas acabei me dando bem. Passava muito tempo com minhas avós depois da escola e aos finais de semana. Elas me ensinaram a comer – e bastante. A Odette - do lado português da família - e a Amélia, dos italianos responsáveis pelo meu alto tom de voz.
Uma tinha geladeira azul, a outra bege. As duas tinham mesa na cozinha. E eu sempre preferi comer na cozinha em vez da sala. É mais aconchegante, perto do forno e das panelas. Odette (que eu chamava de bivó) me servia arroz, feijão e carne de panela no prato fundo – com farinha. Fazia bolinhos de chuva no meio da tarde e eu observava enquanto ela fritava com a ajuda de uma colher. No fim do dia jogava carteado comigo e comíamos pão francês molhado no café bem doce. Ela me chamava de filha e descascava batatas vendo televisão. Chamava molho ao sugo de ‘molho ao suco” – e o dela era imbatível.
Minha avó Amélia sempre me achou muito magra. Dizia que eu não tinha “pernas torneadas”. Talvez por isso que ela me deixava comer açúcar mascavo de colher. Na casa dela sempre tinha manga e suspiro. Fritava mini sonhos de manhã, fazia banana amassada e ovo com gema mole. Até hoje ela é exagerada para quantidades e faz comida para 10 pessoas mesmo que só tenham duas para comer. A cozinha dela tem mil potes para guardar as sobras e um monte de coisas no congelador.
A casa onde moro hoje era da minha avó Amélia. A geladeira é vermelha e as panelas são herdadas da Dona Odette. Aos poucos estou sofisticando o repertório: fué, taças de cristal, espátulas e formas novas. Entre os sonhos de consumo ainda está a batedeira Kitchen Aid para combinar.

Pequena Rússia
Por Julia Reis em 13,Nov 2008 | Em Restaurantes | Enviar comentário »
Cheio de palavras indecifráveis, o cardápio traz pratos variados entre R$ 18 e R$ 35 e drinks com vodka (R$ 13 nacional e R$ 18 importada).
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Tex-Mex
Por Julia Reis em 27,Out 2008 | Em Bares, Restaurantes | Enviar comentário »
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NYC NYC é bom!
Por Julia Reis em 24,Out 2008 | Em Fast/Junk-food, Light / Diet | Enviar comentário »
As meninas me convenceram a marcar o happy-hour na zona sul e, já que eu ia vencer a preguiça e o trânsito, aproveitei para conhecer o NYC NYC (demorei pra ir lá, eu sei!).
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BIU - defendo e recomendo
Por Julia Reis em 8,Out 2008 | Em Bares, Restaurantes | Enviar comentário »
O BIU é um dos meus protegidos. As paredes azul-calcinha, o cheiro de comida caseira, as mesas na calçada aos sábados… Adoro!
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Escondidinho de avestruz na calçada
Por Julia Reis em 22,Set 2008 | Em Bares, Receitas | Enviar comentário »
“Coloquei avestruz para você voltar daqui a vinte anos!”.
É assim que, orgulhoso de seu empreendimento, o Peixouto – fundador do bar que leva seu nome, o Bar do Peixouto – anuncia as vantagens dos seus pratos com a carne mais leve do avestruz.
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