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25 anos de democracia no Brasil. O que mudou na sua vida?
Por Censurado em 17,Mar 2010 | Em Política Nacional | Enviar comentário »
A partir da estabilidade de preços conquistada pelo Plano Real, a credibilidade externa foi sendo reconquistada, nosso setor produtivo tornou-se mais competitivo interna e externamente, as fronteiras do comércio se expandiram e, acima de tudo, deflagrou-se um processo cumulativo de acesso das camadas mais pobres a um nível mínimo de bem-estar social. E essa mudança não caiu, como diria alguém, da árvore dos acontecimentos. Foi uma construção.
Durante muito tempo, a imagem do Brasil como o país do futuro foi para nós uma bênção e uma condenação. Se ela nos ajudava a manter a esperança de que um dia transformaríamos nosso extraordinário potencial em felicidade vivida, também nos condenava a certo conformismo, que empurrava, sempre para mais tarde, os esforços e sacrifícios necessários para a superação de limites. Durante um bom tempo, o gigante que um dia acordaria serviu mais à má poesia do que à boa política. E tivemos de dar o primeiro passo, aquele que, pode-se dizer agora, decorridos 25 anos, foi um ato de fato inaugural. E não que a fronteira tenha sido rompida sem oposições de todos os lados.
Lula assina projeto de lei sem ler e Dilma tenta terceirizar a culpa
Por Censurado em 17,Fev 2010 | Em Política Nacional | 48 comentários »

Sabem qual a função principal do ministro ou secretário da Casa Civil? Na prática, ele ou ela é o secretário do presidente ou governador. Quando um presidente ou governador não pode comparecer a uma reunião, o secretário ou ministro é enviado em seu lugar. A Casa Civil também é responsável por averiguar se todos os outros ministérios ou secretarias estão funcionando, se as verbas estão sendo liberadas e aplicadas corretamente.
Traçando um paralelo, se um executivo perde uma reunião, de quem é a culpa? Da secretária, que não marcou o compromisso na agenda ou não programou o cronograma do chefe adequadamente. Ou seja, se o presidente assinou a um projeto de lei sem ler, de quem é a culpa? Da "secretária" dele, a ministra Dilma. Simples assim.
Como bem lembrou o deputado Ronaldo Caiado ontem em seu Twitter, há outro furo nesta defesa da turma da Dilma de que a responsabilidade não é dela. Ok, pelo bem da argumentação vamos aceitar este ponto de vista. A responsabilidade da assinatura sem leitura não é da Dilma, pois isso não é coberto pela pasta dela. Certo, mas então como é que ela inaugura obras que não foram feitas pela pasta dela? Vemos ai o modus operandi petista: apropriação dos lucros e expropriação do prejuízo. O que é bom é nosso, o que é ruim é deles. Faz sentido? Nenhum, mas é assim que a banda da ministra quer tocar, e boa parte da imprensa parece disposta a ler a partitura.
Mensaleiros aloprados entram para equipe da Dilma
Por Censurado em 27,Jan 2010 | Em Política Nacional | 4 comentários »
Na reunião da nova maioria do partido, que ocorreu no fim de semana em São Roque, interior paulista, os dois estavam entre os principais oradores do grupo, ao lado do presidente eleito do PT, José Eduardo Dutra, expresidente da Petrobras.
As tendências que formam a nova maioria do partido fecharam ontem a lista com os 45 nomes que compõem sua fatia no diretório e incluíram, além de Dirceu e Genoino, outros dois nomes da crise do mensalão: os deputados João Paulo Cunha (PT-SP) e José Nobre Guimarães (PT-CE), que teve um assessor preso com dólares na cueca.
O deputado e ex-ministro Antonio Palocci, cogitado para ser o candidato petista ao governo de São Paulo, já avisou aos companheiros que está fora da disputa. Em tese, o caminho ficaria aberto à ex-ministra e ex-prefeita Marta Suplicy, mas os petistas podem fechar a coligação em torno da candidatura de Ciro Gomes, do PSB.
Para isso, falta Ciro desistir de concorrer à Presidência da República.
Fora da disputa em São Paulo, Palocci deverá assumir um posto no comando da campanha da ministra Dilma Rousseff à Presidência. Uma das possibilidades é que Palocci faça a interlocução do PT com o empresariado, uma vez que ele tem bom trânsito nesse setor, segundo a avaliação do partido. Dirceu também deve participar da campanha de Dilma. Mas sua atuação será discreta, para evitar uma repercussão prejudicial à campanha.
'Lula' leva só 102 mil aos cinemas no 2º final de semana
Por Censurado em 13,Jan 2010 | Em Política Nacional | 7 comentários »
Embalado como blockbuster, "Lula, o Filho do Brasil" segue desapontando nas bilheterias. Após uma estreia aquém do esperado, o filme teve, no seu segundo final de semana em cartaz, uma queda de 49% em relação à abertura. Segundo o boletim Filme B, que monitora o mercado cinematográfico, o filme foi visto por 102 mil pessoas entre sexta-feira e domingo.
Quando se leva em conta o tamanho do lançamento, em mais de 430 salas, o número é baixíssimo. "Alvim e os Esquilos 2" vendeu, nesses três dias, 640 mil ingressos.
A produtora Paula Barreto prefere, ainda assim, não falar sobre a redução do circuito. "As centrais sindicais estavam de férias e muitos trabalhadores só foram informados da promoção nesta segunda-feira", diz, referindo-se ao desconto de 50% para todos os sindicalizados.
Da Folha
Lula, o fracasso do Filho do Brasil
Por Censurado em 12,Jan 2010 | Em Política Nacional | 20 comentários »

Direitos Humanos de Lula ignora vitimas do terrorismo
Por Censurado em 12,Jan 2010 | Em Política Nacional | Enviar comentário »
O “3º Programa de Direitos Humanos”, que Lula assinou sem ler, não prevê a revisão de casos como o de Mário Kozel, um garoto de 18 anos morto em junho de 1968 pela Vanguarda Popular Revolucionária, que explodiu um caminhão com 15kg de dinamite na porta do II Exército, em São Paulo. Mário era só um sentinela. Seu pai morreu de desgosto e a mãe passou a receber pensão de R$ 330 apenas 40 anos depois. A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça premiou os algozes do sentinela Mário Kozel: R$400 mil de “atrasados” e R$1.700 de pensão.
Orlando Lovecchio teve a perna arrancada por uma bomba da Aliança Libertadora Nacional em 1968. A Comissão de Anistia não o indenizou. A pensão especial de Orlando Lovecchio, de R$ 571, é um terço do valor da indenização atribuía pela Comissão de Anistia a seus algozes.
Por Claudio Humberto
Para FHC, é perigoso que Comissão da Verdade vire assunto político
Por Censurado em 11,Jan 2010 | Em Política Nacional | Enviar comentário »
Em entrevista ao correspondente Gary Duffy na última sexta-feira, Fernando Henrique disse que a maneira como o governo Lula apresentou a proposta para a criação da comissão criou "um obstáculo" para se saber o que ocorreu no período, ao causar "intranquilidade" entre os militares.
"Eu penso que a situação do Brasil não pode ser comparada com a situação da Argentina ou com o Chile --que criaram comissões para apurar abusos durante seus regimes militares", disse.
"Este não é um assunto político no Brasil, mas uma questão de direitos humanos, o que para mim é importante, mas o perigo é transformar isso em um assunto político".
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O bom a gente assume, o ruim divide com os outros
Por Censurado em 11,Jan 2010 | Em Política Nacional | 1 Comentário »
Agiria assim se o programa não tivesse sido tão mal aceito? Claro que não. O que é bom a gente assume, o que é ruim divide com os outros - esse parece ser o caso. Uma adaptação da máxima cunhada no passado pelo então ministro da Fazenda do governo Itamar Franco, Rubens Ricúpero:
- O que é bom a gente mostra, o que é ruim esconde.
Coerência, de fato, não é o forte dos governos - de nenhum deles.
PT ensaia para 2010 discurso no Brasil de Lula, mas orgulhoso de tudo isso que está aí
Por Censurado em 9,Dez 2009 | Em Política Nacional | 1 Comentário »
O PT combativo, barulhento, mal humorado, que lutava contra tudo isso que está aí , desde 2002, quando Lula se elegeu e o partido perdeu o medo de ser feliz , a cada eleição tenta vestir o antigo figurino para mobilizar a militância contra os dragões da direita, mas está cada vez mais difícil. A militância não perdeu a forma no poder. O PT é que está orgulhoso de tudo isso que está aí .
Sua bancada na Câmara, por exemplo, produz um clipping diário das principais notícias sobre o governo e os deputados da legenda. Nos últimos tempos, fora uma ou outra nota mais, digamos, démodé para o Brasil de Lula, o otimismo revela a satisfação do petismo.
Das 13 notas do boletim de terça-feira, sete reproduziam notas favoráveis ao governo, a maioria delas devido aos frutos do mesmo modelo econômico que Lula herdou de seu antecessor, aprofundou e reorientou com o viés social, depois de constatado o fim do longo ciclo de ajuste monetário e fiscal em resposta à crise da dívida externa da década de 1980. Qualquer que seja o dia, o tom é igual.
A conciliação entre abertura da economia e saneamento fiscal (com origem nos governos Sarney e Collor e consistência depois do Plano Real nas gestões Itamar e Fernando Henrique), com a ênfase social a partir de 2003, está na base do sucesso dos dois mandatos de Lula.
O crescimento econômico incorporou a parcela majoritária do país, por meio dos aumentos reais do salário mínimo e aposentadorias e do Bolsa Família, e criou a quase unanimidade que o envolve com a retomada dos investimentos privados e públicos, mais os primeiros que os últimos, em decorrência da maior previsibilidade econômica.
Tudo isso é uma obra em aberto, com muitos autores, e um processo que não começa em 2003, mas tem em Lula um grande maestro no novo ciclo ascendente da economia, e isso por mérito exclusivamente seu ao ignorar as recomendações de boa parte das lideranças petistas e mesmo de empresários cansados de tantos juros e impostos.
Não fosse sua prudência, especialmente ao apoiar a estratégia de acumulação de reservas pelo Banco Central e não querer usufruir os dividendos políticos do crédito farto e barato como havia nos EUA, dificilmente o país teria atravessado com relativa tranquilidade a crise global. O consumidor estaria devendo até o pescoço, e a banca, pela bola sete, não esbanjando saúde.
Do Correio Braziliense
Lula: viuvo santo ou viuvo garanhão?
Por Censurado em 3,Dez 2009 | Em Política Nacional | Enviar comentário »

Ainda não vi o filme, mas me contaram que é assim mesmo. Lula, já disse alguém, é um grande ator. Em entrevista recente, parte do trabalho hagiográfico de seus amigos, falando sobre o período que sucede à morte de sua mulher, o homem chorou e contou:
“Foram três anos de muito [sofrimento]… Eu comecei a ficar um cara chato porque, no Natal, eu começava a jogar a culpa em todo mundo. Então, na minha casa era assim: todo mundo alegre, Natal, Ano Novo, e, de repente, eu fica lembrando e me sentia vítima da humanidade (…) Eu ia no cemitério todo domingo. Todo santo domingo, DURANTE TRÊS ANOS, eu ia no cemitério levar flores.
É vida privada, certo? Certo! E por que está num programa de televisão? A versão que vai acima é aquela talhada para um filme que é peça inequívoca de propaganda política. MAS QUAL É A MEMÓRIA QUE LULA TINHA DO MESMO EVENTO EM 1979? ESTA, QUE ELE RELATA NA FAMOSA ENTREVISTA À PLAYBOY:
“Eu gostava muito da Maria de Lurdes. Vivi com ela só dois anos, de 1969 a 1971. Ela morreu de parto, e eu fiquei muito chocado. Perdi a vontade de tudo. Fiquei UNS SEIS MESES bem fodido na vida. Então percebi que estava vivo, não estava morto, não, porra! Aí comecei a cair na gandaia. Meu Deus do céu! Antes de conhecer a Marisa, FORAM TRÊS ANOS DE GANDAIA. Eu queria sair com mulher de segunda a domingo.”
Voltei
Qual é a verdade? O celibatário pressuroso e choroso, que passa três anos indo todo domingo ao cemitério levar flores, ou o que cai na gandaia? Nada disso seria importante não estivesse em curso um processo de culto à personalidade.
Ninguém toca nesses assuntos? Eu toco! Ninguém está interessado em Lula como uma construção política e ideológica? Eu estou. E lhes digo que, entre os dois Lulas, acho que a verdade está com o de 1979. O de 2009 já é a encarnação de interesses que vão muito além das dores particulares.
Não preciso recorrer a ninguém para demonstrar que Lula e a verdade podem ser incompatíveis. Recorro ao próprio Lula.
Por Reinaldo Azevedo


