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Mensaleiros aloprados entram para equipe da Dilma
Por Censurado em 27,Jan 2010 | Em PolÃtica Nacional | 4 comentários »
Réus no processo do
mensalão, os ex-presidentes do PT José Dirceu e José Genoino, que farão
parte do novo diretório nacional do partido, só não retornarão Ã
executiva petista porque não querem. Dirceu e Genoino querem evitar a
exposição, segundo dirigentes ouvidos pelo GLOBO.
Na reunião da nova maioria do partido, que ocorreu no fim de semana em São Roque, interior paulista, os dois estavam entre os principais oradores do grupo, ao lado do presidente eleito do PT, José Eduardo Dutra, expresidente da Petrobras.
As tendências que formam a nova maioria do partido fecharam ontem a lista com os 45 nomes que compõem sua fatia no diretório e incluÃram, além de Dirceu e Genoino, outros dois nomes da crise do mensalão: os deputados João Paulo Cunha (PT-SP) e José Nobre Guimarães (PT-CE), que teve um assessor preso com dólares na cueca.
O deputado e ex-ministro Antonio Palocci, cogitado para ser o candidato petista ao governo de São Paulo, já avisou aos companheiros que está fora da disputa. Em tese, o caminho ficaria aberto à ex-ministra e ex-prefeita Marta Suplicy, mas os petistas podem fechar a coligação em torno da candidatura de Ciro Gomes, do PSB.
Para isso, falta Ciro desistir de concorrer à Presidência da República.
Fora da disputa em São Paulo, Palocci deverá assumir um posto no comando da campanha da ministra Dilma Rousseff à Presidência. Uma das possibilidades é que Palocci faça a interlocução do PT com o empresariado, uma vez que ele tem bom trânsito nesse setor, segundo a avaliação do partido. Dirceu também deve participar da campanha de Dilma. Mas sua atuação será discreta, para evitar uma repercussão prejudicial à campanha.
Na reunião da nova maioria do partido, que ocorreu no fim de semana em São Roque, interior paulista, os dois estavam entre os principais oradores do grupo, ao lado do presidente eleito do PT, José Eduardo Dutra, expresidente da Petrobras.
As tendências que formam a nova maioria do partido fecharam ontem a lista com os 45 nomes que compõem sua fatia no diretório e incluÃram, além de Dirceu e Genoino, outros dois nomes da crise do mensalão: os deputados João Paulo Cunha (PT-SP) e José Nobre Guimarães (PT-CE), que teve um assessor preso com dólares na cueca.
O deputado e ex-ministro Antonio Palocci, cogitado para ser o candidato petista ao governo de São Paulo, já avisou aos companheiros que está fora da disputa. Em tese, o caminho ficaria aberto à ex-ministra e ex-prefeita Marta Suplicy, mas os petistas podem fechar a coligação em torno da candidatura de Ciro Gomes, do PSB.
Para isso, falta Ciro desistir de concorrer à Presidência da República.
Fora da disputa em São Paulo, Palocci deverá assumir um posto no comando da campanha da ministra Dilma Rousseff à Presidência. Uma das possibilidades é que Palocci faça a interlocução do PT com o empresariado, uma vez que ele tem bom trânsito nesse setor, segundo a avaliação do partido. Dirceu também deve participar da campanha de Dilma. Mas sua atuação será discreta, para evitar uma repercussão prejudicial à campanha.
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Por Tatiana Farah, do Globo
Flerte de Ciro com Aécio constrange PSDB e irrita petistas
Por Censurado em 19,Nov 2009 | Em PolÃtica Nacional | Enviar comentário »

Além de causar constrangimento entre os tucanos, o acordo de Ciro Gomes (PSB) com Aécio Neves (PSDB), para as eleições de 2010, provocou cobrança e insatisfação no PT. Em conversa na terça-feira, em Belo Horizonte, Ciro reafirmou o compromisso de retirar sua candidatura a presidente, se o nome a ser indicado pelo PSDB for o do governador de Minas Gerais. Na prática, isso significaria o afastamento de Ciro da candidatura oficial do governo, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.
Ciro já havia manifestado, em julho, a intenção de abrir mão de sua candidatura e apoiar Aécio Neves, na hipótese de o governador vir a ser o candidato do PSDB. À época, a declaração foi tomada apenas como provocação ao governador de São Paulo, José Serra, o mais provável candidato dos tucanos a presidente. Para Aécio, receber novamente Ciro em Belo Horizonte era mais um capÃtulo da disputa que trava com Serra. Mas a situação de Ciro mudou bastante desde julho passado.
Nesse perÃodo, Ciro manteve sua candidatura presidencial, apesar de um apelo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao PSB de apoio à candidatura única dos partidos aliados (Dilma), e transferiu o domicÃlio eleitoral do Ceará para São Paulo, deixando em aberto a possibilidade de concorrer ao governo do Estado. A gestão de Ciro ficou a cargo do presidente do PT, Ricardo Berzoini, que coordena o Grupo de Trabalho eleitoral (GTE) do partido. Em pelo menos duas ocasiões o presidente petista foi acionado para conter o deputado cearense.
Circo na rua: todo mundo em campanha
Por Censurado em 14,Out 2009 | Em PolÃtica Nacional | Enviar comentário »

Havia uma lenda muito difundida desde o primeiro ano do primeiro mandato que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderia passar os seus dias viajando, dedicar-se integralmente à diplomacia presidencial, em sucessivas viagens ao exterior, e a alimentar seus eleitores Brasil afora por anos e anos, quando no paÃs, para manter acesa a chama de sua eleição e reeleição, sem nunca precisar descer do palanque. Tomadas as decisões básicas, o governo andaria sozinho, e os Ãndices de popularidade não cairiam, como não cairam.
O presidente só precisaria aparecer para associar sua marca ao fato do dia. Os programas de assistência social ampliados e com prioridade, a economia sob controle, o resto surgiria por magia. No inÃcio, o Ministério da Fazenda, com Antonio Palocci, e o Banco Central, com Henrique Meirelles, garantiriam a execução da polÃtica econômica austera, à prova de pressões dos dilapidadores; a Casa Civil da Presidência, com José Dirceu, garantiria a polÃtica, as alianças e apoios necessários à fidelidade de uma maioria necessária no Congresso.
Esta perspectiva não mudou após a queda de alguns desses personagens colhidos em escândalos e irregularidades. No fim do primeiro e já no segundo mandato, foram trocados os nomes mas o esboço geral sobreviveu e, segundo a lenda, com até mais conforto para o presidente Lula. No caso da Casa Civil, viria a assumir uma gerente de programas para fazer a coordenação do governo e dar ao presidente resultados concretos, Dilma Rousseff. Lula poderia continuar em campanha, como continuou, e gostou tanto do seu desempenho que a designou candidata a sucedê-lo. A coordenação polÃtica ficou com ele próprio, o presidente, que a amalgamou aos seus afazeres eleitorais.
O presidente só precisaria aparecer para associar sua marca ao fato do dia. Os programas de assistência social ampliados e com prioridade, a economia sob controle, o resto surgiria por magia. No inÃcio, o Ministério da Fazenda, com Antonio Palocci, e o Banco Central, com Henrique Meirelles, garantiriam a execução da polÃtica econômica austera, à prova de pressões dos dilapidadores; a Casa Civil da Presidência, com José Dirceu, garantiria a polÃtica, as alianças e apoios necessários à fidelidade de uma maioria necessária no Congresso.
Esta perspectiva não mudou após a queda de alguns desses personagens colhidos em escândalos e irregularidades. No fim do primeiro e já no segundo mandato, foram trocados os nomes mas o esboço geral sobreviveu e, segundo a lenda, com até mais conforto para o presidente Lula. No caso da Casa Civil, viria a assumir uma gerente de programas para fazer a coordenação do governo e dar ao presidente resultados concretos, Dilma Rousseff. Lula poderia continuar em campanha, como continuou, e gostou tanto do seu desempenho que a designou candidata a sucedê-lo. A coordenação polÃtica ficou com ele próprio, o presidente, que a amalgamou aos seus afazeres eleitorais.


