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Lula lamenta prisão de governador flagrado em caso de corrupção
Por Censurado em 11,Fev 2010 | Em Política Nacional | 7 comentários »
Lembram do governador Arruda, pego nos escândalos do Panettone? Então, o STJ decretou a prisão dele e também que ele seja retirado do poder. Segundo o Noblat, mesmo que ele saia da prisão não poderá voltar ao poder. Enfim, com Arruda preso vemos um feito inédito na política brasileira: se não me esqueci, esta é a primeira vez que um governador de estado vai para prisão. Ótimo, estamos melhorando. Mas esta não é a notícia, não para o Censurado, pois isso a grande imprensa vai falar aos quatro ventos.
O que é notícia para mim é um desdobramento do caso. Nem bem as sirenes das viaturas acenderam para ir buscar o governador para ser guardado, o presidente Lula veio a público dizer que "lamenta" a prisão do governador. Depois, quando a coisa pegou mal ele tentou remendar e dizer que lamenta o impacto que isto terá para a política e a imagem do Brasil. Oras, algo melhor para a imagem de uma instituição que um político acusado de corrupção ser removido do poder? Não. E então, o que Lula quis dizer?
Não sei. Sinceramente, minha interpretação foi nas entrelinhas. Arruda era próximo de Lula, afinal ele governava o estado que dá abrigo ao governo federal e seus funcionários, como o presidente Lula. Talvez Lula tenha dito isso como uma dívida de gratidão? Assim como qualquer pessoa lamenta a prisão de um amigo? Talvez. Mas um presidente não pode ter este tipo de individualidade, afinal quando fala algo, ele fala por toda a nação.
Resta então a pergunta: talvez o lamento de Lula explique a leveza com que o governo trata tantos mensaleiros soltos por ai. Há muitos Valérios e Delúbios que só conhecem a prisão por um sonho ruim, que foi logo embora ao despertar em lençois de cetim. Talvez o lamento do Lula explique a candura do PT com seus filhos. Lula é um homem compreensivel? Talvez. Ele lamenta a prisão de um adversário. Aos aliados? O silêncio público, mas o auxílio na intimidade.
Para o Lula a prisão é lamentável. Para nós, brasileiros, o lamento fica por conta da doçura e a miupia da justiça e do juizo governista, que recoloca no mercado de trabalho desonestos e acabam com a vida dos caseiros. Maquiável disse que a moral dos políticos precisa ser diferente, mas o governo interpretou errado. Queridos, explico: ele disse diferente, não amoral.
Quer ganhar 4 mil reais mole mole? CORRE!
Por Censurado em 20,Jan 2010 | Em Vídeos | Enviar comentário »
A Juventude Democratas me surpreende cada vez mais. Primeiro bateu panela contra a permanencia do Arruda no Democratas depois do escândalo que abalou o governo da capital ano passado. Em um concurso lançado em outubro, eles vão premiar em até 4 mil reais quem fizer o melhor video sobre Democracia, e o mais interessante é que o que importa não é a qualidade do video e sim o conteúdo. Ou seja, segundo o que eu pesquisei nas regras do concurso, vale video de celular, de webcam, video com pedaços de outros videos (que você pode baixar do Youtube) ou até mesmo se gravar lendo um texto. Não importa, o melhor conteúdo sobre democracia levará 4 mil reais pra casa.
Interessou? Acha que 4 mil reais vai cair muito bem pra pagar as contas do começo do ano? Então corre, pois o concurso acaba agora dia 25 de janeiro! E se você não gosta do Democratas também não tem problema, pois pelo que vi no site não importa a linha partidária do video e sim o conteúdo e o entedimento que se faz sobre a Democracia.
Para participar basta acessar o site www.desafiodevideos.com.br e mandar um video. Denovo, corre que o prazo acaba no dia 25!
Para não esquecer a tragédia
Por Censurado em 7,Dez 2009 | Em Política Nacional | Enviar comentário »
Realizamos uma ação integrada, garantindo em 2009 a execução orçamentária e financeira de grande parte dos recursos da Medida Provisória 448/08 graças às emendas que foram carimbadas para Santa Catarina, indispensáveis para o trabalho – que ainda continua – de reconstrução do Estado.
Durante todo o ano de 2009, corremos gabinetes, fomos à imprensa, discursos foram feitos. Mas, a tragédia maior, da burocracia e descaso de autoridades do governo federal, continua nos desafiando. A emenda que conseguimos colocar no orçamento de 2009, de R$ 50 milhões para obras de prevenção, foi totalmente cortada, sem qualquer explicação. Empenhos da MP 448/08 foram cancelados.
Um dos principais objetivos da Comissão Externa foi não deixar que as consequências trágicas das enchentes em Santa Catarina caíssem no esquecimento. Na Sessão Solene de Lembrança e Agradecimento à Solidariedade do Povo Brasileiro a Santa Catarina, esse propósito foi reforçado. Homenageamos os que nos ajudaram – voluntários, entidades, instituições. Mas, ainda assim, ao que parece, o exemplo deles, de todos os brasileiros, não está sensibilizando alguns dos representantes do povo catarinense no Congresso Nacional.
Expulsão de Arruda já está selada, avalia direção do DEM
Por Censurado em 7,Dez 2009 | Em Política Nacional | 2 comentários »

A Executiva Nacional do DEM já trabalha com a expulsão do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, envolvido em um suposto esquema de formação de caixa dois para a campanha eleitoral de 2006 e de distribuição de propina a aliados políticos.
Marcada para quinta-feira, a leitura do relatório que está sendo produzido pelo ex-deputado José Thomaz Nonô será uma formalidade para não deixar Arruda sem direito à defesa. Democratas mantiveram no fim de semana conversas sobre o episódio e dizem que a decisão está tomada e não passa desta semana, no que depender das questões regimentais.
"A decisão já está tomada e eu diria que mais de 90% da Executiva irá decidir pela desfiliação", afirmou o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), da Executiva.
Arruda diz ao DEM que vai à Justiça se for expulso do partido
Por Censurado em 4,Dez 2009 | Em Política Nacional | 1 Comentário »
Em diálogos privados que manteve com parlamentares do DEM, José Roberto Arruda informou que vai à Justiça para evitar que o partido o expulse. Considera-se “linchado” pelo partido. Na petição ao Judiciário, alegará que pré-julgamento e cerceamento do direito de defesa. Resta decidir se vai aos tribunais antes ou depois da reunião da Executiva, marcada para quinta-feira (10) da semana que vem.
A hipótese mais provável é a de que recorra antes, para tentar impedir a realização do julgamento, retardando-o. O prazo dado a Arruda para que apresente sua defesa –oito dias—está previsto no estatuto do DEM. Expira na quarta (9). Não há, porém, amparo estatutário para julgamentos com data pré-estabelecida. Para Arruda, o ritmo de toque-de-caixa justifica o recurso judicial.
Nomeado relator do processo, o ex-deputado José Thomaz Nonô terá poucas horas para preparar o parecer que vai fundamentar a decisão do partido. Nonô disse publicamente que não pretende ouvir ninguém nem pedir diligências adicionais.
Há dois dias, durante a reunião em que o presidente do DEM, Rodrigo Maia, marcou a data do julgamento de Arruda, dois ‘demos’ alertaram para os riscos. O deputado-advogado Roberto Magalhães (PE) e o senador-promotor Demóstenes Torres (GO) como que anteviram o movimento de Arruda. Ambos disseram a portas fechadas que a fixação de prazo exíguo, por extra-estatutária, daria margem a questionamentos judiciais.
Redator do pedido de expurgo, Demóstenes propusera a expulsão sumária. Nessa hipótese, reza o estatuto do DEM, Arruda exerceria o direito de defesa a posteriori. E o relator teria 60 dias para apresentar o seu parecer. Concluindo pela culpa, manteria a expulsão. Se julgasse Arruda inocente, proporia o retorno dele à legenda. Co-signatário da petição de Demostenes, o deputado Ronaldo Caiado, líder do DEM, disse a quem quisesse ouvir que a expulsão de Arruda é fato consumado.
Confirmando-se o veredicto, o governador fica impossibilitado de tentar a sorte nas eleições de 2010. Pela lei, já não pode trocar de partido. Daí a sua decisão de não tombar sem resistência. Arruda move-se para tentar conservar também a maioria de que dispõe na Câmara Legislativa do DF. Correm na Casa oito pedidos de impeachment contra o governador. A OAB anunciou que decidiu protocolar o nono.
Fonte: Josias de Souza
O juiz da moral e a moral do juiz
Por Censurado em 3,Dez 2009 | Em Política Nacional | Enviar comentário »

O udenismo pode ser definido como uma ação política firmada num discurso de muita agressividade, em que a retórica moral e moralista é tornada pública, reiterada e repetida de modo a tornar-se impositiva, um padrão que deve ser aceito como uma verdade para todos. O discurso é construído com base em interpretações sobre fatos que são refratados sob a ótica do moralismo e quase nunca os expressa com o seu exato tamanho, mas de forma muito amplificada, de acordo com a necessidade de propaganda política. A construção do discurso é, assim, emocionalizada - é pela raiva que tenta a adesão ao discurso. No passado - e no limite -, a emocionalização do discurso moral encontrou abrigo não apenas nos setores médios da sociedade, mais vulneráveis a ele, mas também nos setores militares. A UDN foi o braço civil do golpe de 64; o propagandista do movimento político e militar; o partido que mobilizou os setores médios e conservadores. O udenismo fez propaganda política para tentar a conquista o poder pelas urnas, mas não só isso: também para cooptar os aparelhos de coação do Estado, se a estratégia eleitoral fracassasse. O udenismo, portanto, trafegou tanto pelas vias democráticas como por instâncias não democráticas de ascensão ao poder.
Na retórica udenista, os julgamentos morais são reiterados e repetidos como verdade, mesmo que exagerados ou injustos, porque se trata também de fixar, perante um segmento da opinião pública, aquela parte como a legítima julgadora moral dos demais atores que se movem no cenário político. É aquele que domina a retórica agressiva, o depositário da verdade, o juiz da moral nacional, o fiscalizador - e todos os contrários à retórica são os objetos da desconfiança nacional, os desonestos e impatriotas.
Em entrevista ao Correio Braziliense Arruda diz que denuncias são manobras de adversários
Por Censurado em 2,Dez 2009 | Em Política Nacional | 2 comentários »

Arruda admite que manteve em seu governo um aliado com 32 processos na Justiça por supostos desvios de recursos públicos, a quem considerava um amigo e um “excelente articulador”. Apesar dos rumores no meio político em Brasília, o governador nega que tenha passado três anos sendo chantageado por Durval. Disse que só soube da existência do vídeo em que aparece recebendo dinheiro há pouco tempo, quando, então, orientado pelos advogados teria exigido que o secretário registrasse o recebimento dos comprovantes da compra de panetones, versão que sustenta para explicar o destino dos recursos.
Sobre o conteúdo da gravação ocorrida em 21 de outubro com o monitoramento da Polícia Federal, Arruda parece confuso. Não se lembra de detalhes e apenas acredita que quando se referia a números, não falava de propina para aliados, mas tratava de pedidos de empregos em administrações regionais do governo. Na visão do governador, tudo tem explicação. O problema maior é explicar a pessoas como a mãe dele, em Itajubá (MG), a imagem da sacola de dinheiro.
“Tudo o que eu quero é enfrentar Roriz nas urnas”
Depois de tudo o que veio à tona, a operação da Polícia Federal, as acusações de corrupção e os vídeos, o senhor enxerga uma saída?
O problema é grave e ele tem que ser compreendido em três frentes distintas. A jurídica, a política e a mídia. Na questão jurídica, os meus advogados, Dr. Gerardo Grossi, Nabor Bulhões e (José Eduardo) Alckmin me tranquilizaram muito. Não há nos autos, ao que se conhece até agora, nada que possa me incriminar. Nenhuma ação minha que possa ser entendida como dolosa. Há duas questões fundamentais atribuídas a mim: na época do Natal de 2004 ou de 2005, aí eu não me recordo bem, houve a gravação dele (Durval) me entregando dinheiro.
Como explicar o vídeo em que o senhor aparece recebendo dinheiro do seu ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa?
Todo final de ano, eu faço programas sociais, visito creches, asilos, as periferias das cidades, levo cestas básicas, panetones, o que virou piada até, mas eu faço isso. E vários empresários doam também, o Carrefour doa, pessoas físicas e jurídicas. Ele me fez nesse dia uma doação de livre e espontânea vontade. Não fez apenas naquele ano, fez em outros anos também. Por que gravou? Não sei. Já com alguma má fé naquela época, talvez. Mais tarde fui alertado desses problemas, fiz um registro oficial ao Tribunal Regional Eleitoral não apenas com a doação dele, mas com a doação de todos aqueles que durante 10 anos de uma maneira ou de outra contribuíram nas minhas campanha sociais. Entendem os meus advogados que, embora a imagem seja forte, horrível, de qualquer maneira juridicamente eu estou coberto.
Numa escuta da PF, o senhor fala sobre dinheiro. Como explicar esse tipo de conversa?
No diálogo, eu não o (Durval) via há muito tempo e ele foi propor uma ajuda de R$ 1 milhão de um empresário amigo dele para a minha campanha. Eu disse que a minha campanha só seria no próximo ano, que não era hora ainda de buscar recursos, mas sugeri que ele ajudasse então aliados que já estão trabalhando politicamente e que insistentemente vinham pedindo apoio. Esta conversa está muito truncada, porque eu me lembro, por exemplo, que uma hora a gente falava de empregos, que um determinado deputado indicou 15 pessoas no governo e depois pediu mais 15 cargos e eu não dei. Mas isso foi misturado com a hora que se fala de recursos. Depois, consta dos autos que este aparelho de gravação teria dado um suposto defeito de aquecimento e que teria inclusive desconfigurado os dados. Os meus advogados acham isso muito esquisito. Será que ele não foi lá para me entregar uma mala de dinheiro e me pegar no flagrante? E se eu tivesse recebido, será que o aparelho teria falhado também?
DEM marca a expulsão do governador Arruda para 10 de dezembro
Por Censurado em 2,Dez 2009 | Em Política Nacional | Enviar comentário »

Durante a reunião, os senadores Demóstenes Torres (GO), José Agripino Maia (RN), e o líder do partido na Câmara, Ronaldo Caiado (GO), votaram pela expulsão sumária de Arruda do partido. O presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), garantiu que o partido não vai "empurrar" a decisão sobre o destino político de Arruda para além da data apresentada. Maia negou ainda que o governador tenha feito ameaças a integrantes do partido durante a reunião de segunda-feira, 30, caso fosse expulso sumariamente do DEM.
A opção pelo prazo de defesa para Arruda foi definida por razões jurídicas. Pelo estatuto do DEM, se o rito sumário fosse aceito e o governador fosse expulso imediatamente, a direção do partido avaliou que ele poderia recorrer à Justiça, alegando inconstitucionalidade do processo por não ter tido direito a defesa. Com isso, poderia arrastar o caso, por meio de recursos, garantindo até a legenda para se candidatar à reeleição - expulso, ele não terá prazo legal para trocar de partido e não poderá mais concorrer.
Censurado morreu? Não, voltei para escola!
Por Censurado em 1,Nov 2009 | Em Política Nacional | Enviar comentário »

Bem, explicarei melhor depois. Assisti a palestras de alguns dos políticos mais brilhantes que já conheci, como os queridíssimos deputados federais Ronaldo Caiado e Paulo Bornhausen. Assisti também a palestras do genial Mario Rosa (autor do livro A Era do Escândalo), do sociólogo Antônio Lavareda, dos cientistas políticos Amaury Souza e Antônio Testa, além das palestras do meu amigão 'peludo' Urso e do brilhante Marcelo Puppi. Bom, deixa eu descer agora, falamos depois. Vou dar a minha palestra junto da colega jornalista Carla Sehn e depois ter uma aula com o careca mais querido do Brasil, o Marcelo Tas.
Ah sim, não posso esquecer de uma pessoa. Só estou aqui graças ao convite de um grande parlamentar, meu querido amigo deputado federal e presidente da Juventude Democratas, o paraibano Efraim Filho. Já participei de eventos de alguns partidos e conheço diversos militantes de juventude e posso afirmar, com extrema segurança, que nenhum presidente dedica mais tempo, recursos e empenho para capacitar seus filiados e torná-los não em melhores militantes mas em melhores cidadãos. Tamo junto, deputado.
Marco Maciel: o termômetro do poder
Por Censurado em 23,Out 2009 | Em Política Nacional | Enviar comentário »

Em 1966, o pai do jovem advogado Marco Maciel arranjou para ele um emprego de assessor do governador Paulo Guerra, no Palácio Campo das Princesas. Dias depois, Guerra seria visitado pelo amigo Chico Heráclito, chefe político de Limoeiro, que ao entrar no gabinete passou pela figura alta e esquálida de Maciel, vestido num terno branco e gravata vermelha. Chico Heráclito foi logo perguntando ao governador:
- Quem é aquele termômetro na sua ante-sala?
Fonte: do sempre sagaz Claudio Humberto


