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Ministério da saúde cadastra voluntários para ajudar no Haiti
Por Censurado em 19,Jan 2010 | Em Política Nacional | 90 comentários »
O Ministério da Saúde disponibilizou nesta segunda-feira (18) o endereço eletrônico missaodeajudahaiti@saude.gov.br para que profissionais de saúde possam indicar interesse em ser voluntários na ajuda do Brasil à população do Haiti, atingido na última segunda-feira por um terremoto. Somente da rede do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), dos Hospitais Federais do Rio de Janeiro e do Grupo Hospitalar Conceição, do Rio Grande do Sul, cerca de 500 pessoas colocaram-se a disposição do esforço brasileiro. As primeiras equipes devem sair nesta semana. Também estão disponíveis 20 ambulâncias e 23 motolâncias do Samu.
“Isso mostra a solidariedade e capacidade dos profissionais de saúde do Brasil. Estamos prontos para organizar e atender situações de desastres, tanto nacionais, como no caso das enchentes, quanto na ação internacional, na ajuda ao Haiti”, afirma Clesio Castro, Coordenador Geral de Urgência e Emergência.
O sistema de saúde do Haiti está em colapso, diz Castro, pois os prédios dos hospitais e as unidades de saúde desmoronaram com o terremoto. A estratégia é que os voluntários façam parte da reorganização do sistema de saúde local. Cada equipe, de 50 a 100 profissionais, deve ficar no país por cerca de 15 dias. Segundo o coordenador, a situação é crítica, o que acarretará no desgaste dessas equipes, exigindo a rotatividade de pessoas.
O interessado deve enviar seu nome completo, indicar a formação e instituição para a qual trabalha, apontar se possui alguma experiência em situações de desastres e informar tempo disponível. O cadastro será analisado pelo Gabinete de Crise, conforme a necessidade apontada em cada momento de auxílio ao Haiti. A adesão, portanto, não dá a certeza de envio do profissional de saúde.
Os primeiros grupos a sair do país têm autonomia para seu cuidado e treinamento para situações de desastres. O Gabinete de Crise brasileiro também estuda como poderá auxiliar a reconstrução de unidades permanentes de saúde, uma vez que atualmente estão sendo utilizados os hospitais de campanha das Forças Armadas.
Na quinta-feira (14), foi iniciado o embarque de 20 kits de medicamentos e insumos estratégicos para a assistência farmacêutica ao Haiti. O material, com um total de 258 mil unidades de diversos produtos, é suficiente para atender 10 mil pessoas por um período de três meses. Outros 10 kits já estão à disposição do Gabinete de Crise para embarque.
Cada caixa contém antiinflamatórios, antibióticos, anti-hipertensivos, diuréticos, analgésicos, para o combate a dermatoses e sais de reidratação oral, além de seringas, luvas, esparadrapos e hipoclorido de sódio, para o tratamento de água potável, entre outros componentes. A medida integra o plano emergencial de socorro ao país desenvolvido entre o governo brasileiro e o comando da Força de Paz da Organização das Nações Unidas (ONU) presente no Haiti.
Fonte: Release do Ministério da Saúde
Cônsul diz que desgraça no Haiti “está sendo boa para o Brasil”
Por Censurado em 15,Jan 2010 | Em Política Nacional | 4 comentários »

Lula acerta e quer adotar o Haiti
Por Censurado em 15,Jan 2010 | Em Política Nacional | 60 comentários »

Depois da tentativa um tanto quanto adolescente de controlar a democracia de Honduras, parece que Lula desceu do tamanco e tirou o vestido ditatorial. Agora, em uma decisão acertada, Lula mobiliza todo seu staff para um único objetivo: resolver a situação haitiana.
O Brasil controla a missão de paz da ONU no Haiti e é responsável por manter a ordem por lá. Diferentemente do que muitos diziam e ainda dizem, nossa missão pacificadora é um sucesso. Os haitianos adoram nossos militares e não há maiores problemas, tal qual o Iraque.
A expectativa, de antes do terremoto que matou quase 100 mil haitianos esta semana, era de que o Brasil começasse a se distanciar naquele país. A operação das instalações de infra-estrutura e a segurança deveria ser gradualmente transferida para as mãos do governo haitiano, mas numa decisão corajosa em que muitos poderiam usar como pretexto para tirar o corpo fora, o governo Lula decidiu dar um passo a frente e ajudar.
Como assim? Simples. Lula reuniu uma força tarefa no governo para que sejam elaborados planos a médio e curto prazo. Com a estrutura governamental em frangalhos, Lula quer que nós ajudemos os haitianos a reconstruir o sistema hospitalar, educacional, de trânsito, elétrico e derivados. Em suma, nós vamos adotar o Haiti e ajudá-los a reconstruir a casa deles.
Ponto positivo para o Lula. Acho que ele realmente aprendeu com a surra diplomática levada em Honduras. Há muito falatório sobre a situação em Angra não ter recebido a mesma atenção do presidente. É verdade, ele deveria ter ao menos passado de helicoptero sobre o Rio de Janeiro. Mas, como se diz, um erro não anula um acerto.
Parabéns, presidente.
Brasil da abrigo a assassino internacional e a político golpista
Por Censurado em 8,Dez 2009 | Em Política Internacional | 1 Comentário »

a Consultoria Geralg) a extradição
A nação se queda perplexa, até porque constitui crime de responsabilidade do presidente da República o descumprimento de lei e de decisão judicial (art. 85, VII da Carta). A extradição foi concedida porque a corte máxima, nas razões de decidir, entendeu que o italiano cometera homicídios dolosos em seu país, onde foi julgado e condenado a prisão perpétua. Ele teve advogados dativos que o defenderam por exigência do devido processo legal, pois evadiu-se daquele país. Os do PT. PSTU e do PSOL, que alegam terem sido os homicídios cometidos por razões políticas, estão a nos dizer, em verdade, que, por motivos políticos, podemos matar quaisquer pessoas, mormente autoridades, inclusive eles, e buscar asilo noutro país. Fosse a Itália uma Cuba, onde não há eleições, ou uma Venezuela, onde as oposições são esmagadas, poderíamos cogitar de crimes políticos. Num Estado democrático de direito, matar por razões políticas é crime comum qualificado. Basta dizer que foram cometidos de tocaia, impossibilitando a legítima defesa das vítimas. O tratado Brasil-Itália (artigo 3º) diz que a extradição não dever ser concedida se a pessoa reclamada vier a ser vítima de perseguição. Ora, isso o STF já examinou, tanto que concedeu a extradição, prestigiando a Justiça italiana.
Quanto a Honduras, o governo provisório, encabeçado pelo presidente do Congresso, cumprindo determinação da Suprema Corte, que declarou a vacância do cargo de presidente da República, por violação da Constituição, realizou eleições democráticas e legítimas. O Brasil e outros países vinculados à alternativa bolivariana, direta ou indiretamente, disseram que não as reconhecem. Coisa mais estranha. Não são as eleições que colhem a vontade do povo? Esse votou e não deu vitória ao partido nem ao candidato de Miguel Zelaya. O eleito, Porfírio (Pepe) Lobo, do Partido Nacional, venceu limpamente o pleito, apesar do boicote zelayista-chavista. O país tem um histórico de abstenção; o voto é obrigatório, mas sem penalização, tanto que Zelaya se elegeu com 24,80% dos votos do corpo eleitoral. A abstenção chegou a 46%, abaixo da média, histórica. Honduras não está escarmentada com a posição brasileira, aliás, reprovável, porque se imiscuiu em assuntos internos de outro país, contra o artigo 4º da nossa Constituição – “A República Federativa do Brasil rege-se em suas relações internacionais pelos seguintes princípios (omissis); III – autodeterminação dos povos; V – não intervenção”. Outros países, como os Estados Unidos, Canadá, Panamá, Costa Rica, Colômbia e Peru, reconheceram as eleições e respeitaram a Suprema Corte hondurenha, seu povo, sua soberania e autodeterminação.
Lula, libere nossa embaixada, reduzida à condição de centro de agitação política de um desrespeitador da Constituição. A tese do golpe de Estado não pegou. Quem precisa de nossa embaixada, mas em Cuba, é Yoani Sanches, a blogueira, a merecer asilo, por razões políticas, impedida de sair de seu país, onde é espancada pela polícia política de um ditador. Pior, na Cúpula Ibero-Americana, na cara de Lula e do assessor de Assuntos Internacionais, , Oscar Arias chamou o Brasil de país de moral dupla. Tem razão. Se a extradição é de um ex-terrorista de esquerda, arma-se a confusão. Se o asilo é para um cubano que deserta de sua delegação, o ministro da Justiça prende e o devolve a Cuba. Essa é uma democracia. Honduras, porém, é uma ditadura, mas que faz eleições. E tudo por causa de um chavista oportunista, cujo lugar é na prisão. Mas Arias se referia ao reconhecimento das eleições fraudadas de Mahmud Ahmadinejad, no Irã, e ao rechaço da de Lobo, em Honduras, legitima. Nunca antes neste pais se viu diplomacia mais bisonha e incompetente. Em 15 dias, Lula deixou de ser “o cara”. Aliás, quebrou a cara em Honduras.Marco Aurélio Garcia
Por Sacha Calmon, Advogado tributarista, coordenador do curso de especialização em direito tributário das Faculdades Milton Campos, professor titular da UFRJ. (Originalmente publicado em www.claudiohumberto.com.br)
Honduras: Brasil ignora decisão do povo hondurenho por pura teimosia e orgulho
Por Censurado em 7,Dez 2009 | Em Política Internacional | Enviar comentário »

Se insistir em "marcar posição", o Brasil ficará ao lado da ilegalidade. Honduras tem um presidente eleito em processo que obedeceu ao calendário institucional, estabelecido desde antes da rechaçada tentativa de Manuel Zelaya de mudar a regra do jogo ao molde do populismo golpista em voga na América Latina e da desastrada deposição do presidente.
Ato condenável pela forma, o uso da força, mas que na essência obedecia à Constituição hondurenha que considera cláusula pétrea a proibição de reeleição e diz que o governante que violar o dispositivo ou propuser sua reforma será destituído do cargo e afastado de funções públicas por dez anos.
Zelaya propôs um plebiscito para tentar mudar a regra, mesmo tendo sido a proposta negada pelo Poder Legislativo. Foi denunciado pelo Ministério Público, cujo pedido de prisão foi aceito pelo Supremo Tribunal Federal de Honduras. O substituto, Roberto Micheletti, foi escolhido pelo Congresso Nacional.
Pode-se não gostar do ritual, mas é a regra em vigor no país, que o então presidente tentou infringir nos últimos seis meses de mandato. No início, o mundo condenou a deposição de Zelaya, mas com o passar do tempo e o esclarecimento dos detalhes foi ficando patente que não se tratava de uma quartelada no feitio tradicional da velha "latinidad". Era, antes, uma inédita reação ao modo novo de governos se perpetuarem no poder, inaugurado no Continente por Hugo Chávez.
Honduras: A ponte ruiu
Por Censurado em 29,Set 2009 | Em Política Internacional | Enviar comentário »

O Brasil perdeu totalmente as condições de exercer uma de suas especialidades na solução da crise em Honduras: a capacidade de liderança e de mediação.
Ao meter os pés, as mãos e a embaixada em Tegucigalpa na defesa apaixonada de um dos lados, o do presidente deposto, Manuel Zelaya, o governo Lula se colocou num duelo com o presidente golpista, Roberto Micheletti - que, ao mesmo tempo, recusa sistematicamente a participação da OEA (Organização dos Estados Americanos).
Chegou-se assim ao pior dos mundos: Micheletti radicaliza de um lado, Zelaya radicaliza de outro. Um decreta estado de sítio, põe as tropas na rua, determina a invasão a uma TV e a uma rádio, insiste numa eleição ilegítima desde a origem. O outro usa a embaixada brasileira como bunker para instigar a desobediência civil no país. O que cheira a sangue.
Honduras: Hugo Chavez fez Lula de bobo ou ele nasceu assim?
Por Censurado em 28,Set 2009 | Em Política Internacional | 1 Comentário »

O que pode ser pior, acreditar que Lula foi de fato surpreendido com a chegada à embaixada do Brasil em Tegucigalpa do presidente deposto Manoel Zelaya? Ou imaginar que a volta de Zelaya ao seu país foi uma operação do consórcio Brasil-Venezuela? Coube a Hugo Chávez despejar a carga nos jardins da embaixada. A Lula abrigá-la em segurança.
Ajeita daqui, ajeita dali, ficou assim a história oficial da mixórdia contada com pequenas diferenças por Chávez, Zelaya e porta-vozes informais de Lula.
Na manhã da última segunda-feira, Xiomara Castro, mulher de Zelaya, procurou Francisco Catunda, o encarregado de negócios da embaixada do Brasil em Honduras e única autoridade ali presente. Por escolha pessoal, Catunda é um diplomata de terceiro escalão que está perto de se aposentar. Poderia ter sido embaixador. O poeta João Cabral de Melo Neto, por exemplo, foi embaixador em Honduras. Catunda, porém, truncou sua própria carreira ao recusar cargos que o levariam a servir em locais distantes do Ceará, onde nasceu. É fissurado em Fortaleza.
Honduras: entenda a nova reviravolta do caso Zelaya
Por Censurado em 24,Set 2009 | Em Política Internacional | Enviar comentário »

E sobre as razões que lhe conferiram notoriedade apesar de ela só ter sido invocada uma única vez – e mesmo assim para aplicação em um minúsculo e atrasado país da América Central destinado no futuro a ser anexado ao Império do Norte sob protestos inócuos do Império do Sul.
A relevância de O Asilo Amorim é que ela subverteu todos os princípios conhecidos do pedido e da concessão de asilo. Até então pedia asilo a outro país quem se sentia perseguido no seu e desejava deixá-lo em segurança.
No caso sobredito, pediu asilo quem fora expulso do seu país, a ele voltou às escondidas de livre e espontânea vontade, e ali quis permanecer confinado sob a vigilância implacável dos seus algozes. Sem dúvida, esse foi um dos aspectos mais singulares do Asilo Amorim.
Entenda a crise política de Honduras
Por Censurado em 8,Jul 2009 | Em Política Internacional | Enviar comentário »
Vamos por parte. O senhor Manuel Zelaya, de repente virou a diva da ópera e passou, depois de deposto, a ostentar virtudes democráticas que definitivamente está longe de possuir. Caiu porque conspirou contra as elites fruticultoras que representa ao abraçar o chavismo e pretender dar golpe por intermédio de consulta plebiscitária importada de Caracas para permanecer indefinidamente no poder. Usurpou da Constituição e desabou de maduro em madrugada domingueira.
Já os golpistas, aparentemente amparados pela mesma Constituição, formaram tríplice aliança do Poder Legislativo, da Suprema Corte e das Forças Armadas, sempre elas, supostamente para restaurar os postulados democráticos de uma Carta que se sustentava desde 1982. Não desconfiaram que o expediente seria inaceitável sob qualquer aspecto justamente por revigorar um tipo de regime que o subcontinente se esforça por esquecer.


