Tags: o dia
Carrefour: o mercado do racismo, intolerância e assassinato?
Por Censurado em 4,Jan 2010 | Em Outros | 91 comentários »

Imaginem a cena. Um homem vai ao mercado com a familia, em uma cena tão suburbana que poderia ser escrita por Nelson Rodrigues. Ele então fica dentro do carro esperando, enquanto a mulher vai fazer compras dentro e a filha dorme no banco de trás. No outro lado do mercado - ou não, assaltantes geram uma vÃtima qualquer. Os seguranças procuram por uma moto roubada e logo acham um culpado, que atende pelo nome de Januário Alves de Santana. O problema, entretanto, é que Januário dirigia uma Ecosport e não uma moto. E sua filha estava dormindo no banco de trás. Lógicamente, sabemos que ele não poderia ser o culpado, certo? Errado.
Januário estava em seu carro quando um homem aproximou-se, armado e sem uniforme, do seu vidro. Pensando ser um assalto, Januário não "cooperou". Logo, iniciou-se uma briga entre os dois, que se avolumou com a chegada de outros três seguranças. A briga, que era então entre um pai de familia e um homem armado, transformou-se em uma surra. Ah sim, vale lembrar que a barbarie ocorreu no 'famoso' quartinho dos fundos.
Um soldado da PM aproximou-se do local. O espancamento encerrou-se, mas não as humilhações. Januário relatou que ouviu de um dos agressores, sem especificar se foi um segurança ou o policial que o disse, mas ele lembra-se claramente de ter ouvido: "Você tem cara de quem tem passagem (pela polÃcia). No mÃnimo, umas 3 passagens. Tua cara não nega, negão".


