Categoria: Outros
Censura? Não, os textos sumiram por problema no blog
Por Censurado em 8,Mar 2010 | Em Outros | 1 Comentário »
De tão magras, modelos chegam a andar com dificuldade
Por Censurado em 21,Jan 2010 | Em Outros | 19 comentários »

Chegou a um nível irresponsável e escandaloso a magreza das modelos nas semanas brasileiras de moda. As garotas, muitas delas recém-chegadas à adolescência, exibem verdadeiros gravetos como pernas e, no lugar dos braços, carregam espécies de varetas desconjuntadas. De tão descarnadas e enfraquecidas, algumas chegam a se locomover com dificuldade quando têm que erguer na passarela os sapatos pesados de certas coleções.
Usualmente consideradas arquétipos de beleza, essas modelos já estão se acercando de um estado físico limítrofe, em que a feiura mal se distingue da doença.
Essa situação tem o conluio de todo o meio da moda, que faz vista grossa da situação, mesmo sabendo das crueldades que são impostas às meninas e das torturas que elas infligem a si mesmas para permanecerem desta maneira: um amontoado de ossos, com cabelos lisos e olhos azuis.
Uma rede de hipocrisia se espalhou há anos na moda, girando viciosamente, sem parar: os agentes de modelos dizem que os estilistas preferem as moças mais magras, ao passo que os estilistas justificam que as agências só dispõem de meninas esqueléticas. Em uníssono, afirmam que eles estão apenas seguindo os parâmetros de beleza determinados pelo "mercado" internacional --indo todos se deitar, aliviados e sem culpa, com os dividendos debaixo do travesseiro.
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Palmeiras vai às compras e pode trazer nova promessa argentina
Por Censurado em 19,Jan 2010 | Em Outros | Enviar comentário »

Segundo a imprensa internacional (mais especificamente o hermano El Dia), o Palmeiras vai novamente às compras. Não, infelizmente não estamos falando do Gladiador (ainda), mas sim de um estrangeiro, que também não é o mago Valdívida. Pelo que se diz lá, o Palestra estaria interessado em pagar quase dois milhões de reais para segurar quase metade do passe do meia Juan Cuevas, de 21 anos, e que pertence ao Giminasia de La Plata.
Seguindo a dica do colega Parmerista, fiz uma rápida busca pelo Youtube para ver do que é que se trata o futebol do rapaz. Pelo que vi, ele tem um estilo de jogo estilo bem interessante. Sai muito bem com a bola, é rápido e tem dribles desconcertantes, além de ser canhoto, o que sempre confunde muito o marcador. O melhor vídeo que encontrei é um daqueles DVDs de melhores lances que os empresários colocam na internet para atrair possíveis compradores. Com dez minutos de duração vemos um posicionamento de área e cruzamento acima da médoa. O DVD também mostra muitas faltas sofridas por ele (estilo Mago), o que talvez seja um problema no Brasil, afinal todos os nossos craques que são triturados pela agressividade adversária ficam com fama de “cai cai”, mesmo quando saem de campo sangrando.
(Postado originalmente no Meu Blog do Palmeiras. Para continuar lendo sobre outras contratações, clique AQUI)
Carrefour: o mercado do racismo, intolerância e assassinato?
Por Censurado em 4,Jan 2010 | Em Outros | 92 comentários »

Imaginem a cena. Um homem vai ao mercado com a familia, em uma cena tão suburbana que poderia ser escrita por Nelson Rodrigues. Ele então fica dentro do carro esperando, enquanto a mulher vai fazer compras dentro e a filha dorme no banco de trás. No outro lado do mercado - ou não, assaltantes geram uma vítima qualquer. Os seguranças procuram por uma moto roubada e logo acham um culpado, que atende pelo nome de Januário Alves de Santana. O problema, entretanto, é que Januário dirigia uma Ecosport e não uma moto. E sua filha estava dormindo no banco de trás. Lógicamente, sabemos que ele não poderia ser o culpado, certo? Errado.
Januário estava em seu carro quando um homem aproximou-se, armado e sem uniforme, do seu vidro. Pensando ser um assalto, Januário não "cooperou". Logo, iniciou-se uma briga entre os dois, que se avolumou com a chegada de outros três seguranças. A briga, que era então entre um pai de familia e um homem armado, transformou-se em uma surra. Ah sim, vale lembrar que a barbarie ocorreu no 'famoso' quartinho dos fundos.
Um soldado da PM aproximou-se do local. O espancamento encerrou-se, mas não as humilhações. Januário relatou que ouviu de um dos agressores, sem especificar se foi um segurança ou o policial que o disse, mas ele lembra-se claramente de ter ouvido: "Você tem cara de quem tem passagem (pela polícia). No mínimo, umas 3 passagens. Tua cara não nega, negão".
Sabotagem? Terrorismo? Inblogs fora do ar! Entenda!
Por Censurado em 19,Nov 2009 | Em Outros | Enviar comentário »
Carta Aberta do Inblogs:
Caros leitores e leitoras do Inblogs, como vocês puderam notar, o
portal ficou fora do ar por alguns dias e sinto-me na obrigação moral
de explicar todo o ocorrido à vocês.
Há muito tempo sou cliente
de uma empresa que presta serviços de hospedagem profissional, a
Locaweb, que até então acreditava ser a melhor escolha para abrigar os
meus e os sites dos meus clientes.
Escrevo o Pergunte ao Urso há
dois anos, um ano atrás, junto com o Gustavo Chapchap, resolvi fundar
um portal de blogs para abrigar alguns projetos como o Amélias, o News,
o Doutor Love, além de outros que chegaram depois e obviamente, ser a
casa do P.a.U. também.
Como escolha padrão decidimos por
hospedar nossa estrutura na Locaweb. Inicialmente tudo fluiu muito bem,
apesar de um atendimento lento, o serviço não deixava a desejar. Porém,
no meio do caminho algo aconteceu, os emails demoravam a chegar e o
portal começou a ficar instável.
As explicações eram muitas, certa vez perguntei no twitter o motivo de estar fora do ar e a reposta do @locaweb_reply foi “é mesmo, baleiou”. Para quem não sabe “baleiar” é uma gíria do twitter para dizer que o servidor caiu.
Que
me desculpem os técnicos, mas vou explicar de forma simples o que
aconteceu. O Inblogs era como uma família de quatro pessoas, cabia
certinho em um carro pequeno, porém as pessoas começaram a engordar e
uma delas ficou grávida. A lógica seria comprar um carro maior, porém a
fabricante exigia que comprássemos um ônibus sob o pretexto de que só
assim conseguiria garantir o transporte. Argumentamos que ficaríamos
com muito espaço ocioso, mas não teve jeito, ônibus ou rua.
Como última instância, procurei a quem entendo como dono, no caso, o Ricardo Gora (ricardo.gora@locaweb.com.br),
com a esperança de que alguém pudesse ter bom senso além dos sistemas
de auto-atendimento da empresa. Após o mesmo ignorar o problema, decidi
por sair da empresa ao invés de comprar o ônibus que tentavam me
empurrar.
Qual foi o resultado? Esse que vocês viram... Ficamos
fora do ar sob dois argumentos: primeiro porque usávamos muito o banco
de dados e depois porque estávamos com muitos “acessos”. O primeiro eu
derrubei reprogramando o portal, e o segundo, bem, no dia 22 de outubro
o Inblogs teve o segundo maior pico de acesso na história, só no
Pergunte ao Urso foram cerca de sessenta mil acessos e o portal não
caiu.
Não sei se há relação entre eu tornar público a migração e
a falta do serviço, mas o fato é que resolvi o primeiro argumento e o
segundo é, no mínimo, passível de contestação.
Não somente
derrubaram o portal como também impediram durante um bom tempo que
fizéssemos backup do conteúdo para que pudéssemos migrar para outra
empresa. Além, é claro, de suspender os serviços de e-mail que estavam
agregados a conta.
Obviamente que também não permitiram que um
aviso, que eu mesmo redigi, permanecesse por mais de algumas horas no
ar para que vocês soubessem que estávamos migrando. Entendi o caso como
censura, visto que o serviço estava pago e os acessos estavam baixos,
não cabendo justificativa viável para a decisão da empresa.
O
que aconteceu realmente só a empresa pode explicar, mas o importante é
que o serviço foi estabilizado através de uma parceria com a Insite,
empresa que foi recentemente adquirida pela Uolhost. Fomos muito bem
atendidos e até o momento tivemos todo suporte necessário.
Agora
que estamos tranquilos e confiantes no nosso servidor, em breve outros
blogs farão parte da família Inblogs: Humor Branco, Universus,
Acelerando, BlogSA, Bebêablog e um blog de cinema que ainda estamos
definindo, mas a lista ainda não está fechada.
Agradeço a todos por prestigiarem o Inblogs! Um grande abraço a todos!
Marcelo “Urso” Vitorino
marcelo@insightpublicidade.com.br - http://twitter.com/pergunteaourso
Eu doei mais que um clique, doei meu sangue. E você, vai ajudar?
Por Censurado em 11,Nov 2009 | Em Outros | Enviar comentário »

Pois bem, nos reunimos no escritório do Inblogs e fomos os três ao número 625 da rua Peixoto Gomide. Destino? Hospital 09 de Julho. O processo de doação foi razoavelmente simples: nos inscrevemos na recepção (atendidos por moças extremamente simpáticas), depois tiraram nossa pressão (12 por 06), viram se eu tinha anemia (não, taxa de 47%) e então me mandaram para a entrevista. A médica me perguntou sobre meu comportamento sexual, se eu ja usei drogas, se fiz cirurgias ou transfusão de sangue. O objetivo das perguntas era determinar se eu fazia parte de um grupo de risco para os receptores. Tudo bem que depois de recolher meu sangue, o hospital manda uma amostra para o laboratório para procurar doenças. Todo cuidado é necessário para evitar uma contaminação em quem vai receber meu sangue, que é do tipo B -. Perguntei a médica se meu sangue era comum e ela disse que não muito, que era consideravelmente raro. Me desculpei então, afinal só tinha esse a oferecer. Ela caiu na risada =) Todos foram extremamente simpáticos.
A doação é extremamente tranquila. Eu estava esperando uma dor semelhante a um chute nas minhas áreas de artigos futebolísticos, mas não doeu nada. Ok, dá para sentir a agulha picando o braço, mas a dor é infinitamente inferior a um peteleco na orelha. Depois da agulha no braço, esperei dez minutos para a máquina recolher 450 ml de sangue e pronto, estava liberado. Fomos levados a uma lanchonete aonde ganhamos sucos de caixinha, lanches e bolachas. Tudo na faixa, "de grátis". E o melhor, quando doa sangue, além de salvar vidas você ainda ganha um exame de sangue completo contra AIDS, Hepatite e diversas outras doenças.
A lição? Doar sangue não dói, salva vidas, economiza a grana do exame de sangue e ainda enche a barriga. Se farei novamente? Claro. A moça da recepção já tem meu celular. Daqui dois meses, quando passar os 60 dias de espera para uma nova doação, eu estarei lá de novo. Se você ainda não doou, vai correndo. Estamos bem próximos das festas de fim de ano, data em que o número de acidentes sobe assustadoramente, e o número de pessoas que precisam de ajuda também. Lembre-se, poderia ser um parente seu deitado na maca esperando por uns mililitros de sangue. Ah, só mais uma coisa. Com uma única doação você pode salvar até três vidas. Corre lá e mande fotos para nós.
Doe mais que um clique, doe sangue
Por Censurado em 26,Out 2009 | Em Outros | Enviar comentário »

Os níveis nos bancos de sangue de São Paulo encontram-se abaixo de 30%. Quantas vezes você já ouviu essa frase? Um monte? Pois é, eu também. Mas, embora de ouvidos apurados, nunca me prontifiquei a levantar o meu anterior da cadeira e tentar amenizar essa situação. Até agora.
O Censurado que vos fala acaba de aderir à campanha "Doe mais que um clique, doe sangue". O que é isso? Simples. Ao invés de passar para frente aqueles e-mails do tipo "ajude fulano a conseguir sangue para o pai", resolvi eu mesmo ir doar sangue. Aliás, esta será a primeiríssima vez que eu vou fazer algo do tipo. Digamos que, embora homem e corajoso, falta-me vontade de ir ao hospital. Sério. Imprudente ou não, sempre trato gripe do mesmo modo como faço compras. Pesquiso pela internet e ligo para algum entendido do assunto, no caso alguns parentes médicos. Resumindo, só vou ao hospital quando faltam-me dedos para procurar no Google uma cura.
Ciente disso, o meu nobre amigo Marcelo "Urso" Vitorino me fez um convite. Por que não, de fato, dar aquele passo a frente e tomar parte nessa iniciativa? Pensei, pensei e pensei e resolvi aceitar. Então, junto do Gustavo, um dos caras mais gente boa que eu conheço, e que irá representar o Inblogs News e Dr. Love, vou doar sangue.
Me prepararei para ir ao hospital 9 de Julho no dia 06 de novembro. Tenho 1.90 de altura e peso 86 KG, não tenho tatuagens e faço sexo sempre usando camisinha, ou seja, estou dentro das normas. Faço aqui um convite: quem quiser ir doar sangue junto conosco, manda um comentário. Publico foto, nome e depoimento de quem for. Se você quiser doar sangue mas não for blogueiro não tem problema, o que importa é a intenção. Ah, aos que não sanguem, depois da doação você ganha um atestado para ficar em casa descansando e não precisa ir ao trabalho (embora doar sangue não deixe você 'molengão'). Além de darem, é claro, um sanduiche bem gostoso.
Enfim, fica aqui o convite: doe mais que um clique, doe sangue.
Saudade: Censurado viajando
Por Censurado em 25,Set 2009 | Em Outros | 1 Comentário »
A solidão da alma: um retrato da depressão
Por Censurado em 21,Set 2009 | Em Outros | 3 comentários »

Às oito e meia da manhã, Fernanda começa a revirar-se embaixo do lençol rosado. A jovem, que se deitou por volta das duas horas da manhã, logo está de pé. O sono foi encurtado em pelo menos duas horas graças aos peões que trabalhavam na reforma do prédio ao lado. Ainda deitada, ela apanha o copo com água, deixado na noite anterior, e engole uma cápsula de Venlafaxina e meio comprimido de L.orazepam(ponto de propósito, o sistema não aceita a postagem do nome do remédio).
Sob o som de marteladas e gritos não tão elogiosos entre os trabalhadores do outro lado da parede, ela arrasta os pés calçados pelas pantufas de sapo em direção à cozinha. Sozinha, a garota inicia o desjejum como em todas as manhãs nos últimos anos. A irmã Daniela acordará horas mais tarde, já que dorme num quarto no outro canto da casa. O pai já partiu para o trabalho antes mesmo de os operários vestirem os capacetes de proteção azul celeste.
Formada e esperando pela assinatura do contrato de trabalho, ela se senta em frente do que lhe consume a maior parte do dia: o computador. Fernanda S. A., de 23 anos de idade, sofre de depressão há seis. A causa não é exata nem mesmo para ela.
- A pressão da escola, problemas em casa, tudo isso colaborou um pouco. O computador me ajuda a passar o tempo, eu fico a maior parte do tempo conversando enquanto pesquiso, dá para distrair a mente. – Quando não está em frente à maquina, a jovem morena sobe a escada que leva ao terraço, e observa o entardecer vermelho de Belo Horizonte.
- Sabe, o pior mesmo é a solidão. Minha mãe vive em Conselheiro Lafaiete, e durante a semana eu fico aqui em BH com meu pai e minha irmã, eu só a vejo nos fins de semana, quando vamos todos pra lá encontrar com ela. E aqui, é complicado. Eles não entendem bem o que eu tenho, acham que eu gosto de ficar sozinha, enfiada dentro de casa.
E esse não é um problema que assola somente a ela. A maior parte dos depressivos queixa-se do apoio recebido dos amigos e familiares. O problema é tão pessoal que as maiores comunidades sobre o assunto no Orkut têm o conteúdo de acesso restrito aos membros. Um dos usuários, que chamarei aqui de Alberto, me confidenciou que “o pior é ouvir dos amigos que eu tenho que sorrir, acordar pra vida. Parar de tomar os remédios. Porra, é como se eu gostasse de ficar trancado no quarto chorando. Depressão é igual correr numa caixa de areia, você tenta, tenta, mexe os pés, mas nunca consegue sair do lugar.”
Por sofrer de um tipo diferente de depressão, a biológica, Fernanda não aposta muitas fichas em sua melhora. Com um organismo deficitário em um neurotransmissor chamado Serotonina, ela depende dos medicamentos, das aulas de dança do ventre e a internet para suportar o giro do relógio, dia após dia.
Por que sou contra quotas raciais
Por Censurado em 15,Set 2009 | Em Outros | 15 comentários »

Alguns dos argumentos mais fortes são, por exemplo, bem apresentados pelo sociólogo Demétrio Magnoli no seu novo livro "Uma gota de sangue - história do pensamento racial". Ele compartilha com boas razões a crítica mais usada pelos liberais brasileiros contra as quotas raciais: de que elas introduzem ou intensificam o racismo na vida pública brasileira. Desta maneira encorajam os brasileiros a não se verem como seres humanos individuais, mas como membros de um grupo racial.
Outros críticos destacam, com a ajuda de estudos de geneticistas, que no Brasil, com a sua história de miscigenação de raças e etnias, é impossível determinar quem é "negro", "pardo", “índio" ou "branco", tanto que até mesmo o uso destas palavras sem aspas se torna ridículo.


