EUA dão hoje o primeiro passo para sair do Iraque
Por Censurado em 30,Jun,2009 | Em PolÃtica Internacional | Enviar comentário »

As tropas americanas vão repassar nesta terça-feira a responsabilidade pelo patrulhamento das cidades e vilarejos do Iraque à s forças de segurança iraquianas, em uma medida vista como o primeiro passo para o fim da ocupação do paÃs.
A saÃda das cidades foi definida em acordo firmado em novembro do ano passado entre Bagdá e Washington, ainda no governo de George W. Bush. O pacto prevê que os militares americanos se concentrem a partir dessa data na segurança das fronteiras do Iraque e determina que eles saiam do paÃs até o fim de 2011.
A retirada das tropas americanas das cidades em meio a um cenário de aumento da violência nas últimas semanas é interpretada por analistas como um teste para a estratégia militar do governo de Barack Obama.
A saÃda das cidades foi definida em acordo firmado em novembro do ano passado entre Bagdá e Washington, ainda no governo de George W. Bush. O pacto prevê que os militares americanos se concentrem a partir dessa data na segurança das fronteiras do Iraque e determina que eles saiam do paÃs até o fim de 2011.
A retirada das tropas americanas das cidades em meio a um cenário de aumento da violência nas últimas semanas é interpretada por analistas como um teste para a estratégia militar do governo de Barack Obama.
Resposta:
No final de fevereiro, Obama anunciou que concentraria esforços no combate à Al Qaeda no Afeganistão e no Paquistão e estipulou para agosto de 2010 a saÃda de dois terços das tropas americanas do Iraque -uma das promessas de campanha do presidente.
Na prática, uma parcela menor de militares permanecerá em cidades estratégicas para atuar no treinamento das forças iraquianas. Ainda assim, o governo iraquiano comemorou a mudança e decretou feriado no paÃs nesta terça-feira.
Para Joost Hiltermann, diretor do programa de Oriente Médio do International Crisis Group, a saÃda das tropas das cidades é uma medida de caráter simbólico e polÃtico, mas trará poucas mudanças no dia a dia. "É claro que inicialmente haverá um aumento da violência, mas ela deverá ser mais visÃvel nas próximas eleições iraquianas e principalmente no final de 2011, quando aà sim teremos um momento crucial com a saÃda das tropas americanas do paÃs", afirmou à Folha.
Na avaliação de Hiltermann, as forças iraquianas não estão prontas ainda para assumir o controle da segurança nas cidades. Nos últimos dez dias ocorreram ataques próximos à cidade de Kirkuk, no norte do paÃs, e no bairro de Cidade Sadr, em Bagdá. Os ataques deixaram mais de cem mortos.
O porta-voz do Pentágono, Geoff Morrell, afirmou que ainda há uma ameaça que requer vigilância, mas disse que a Al Qaeda não tem mais o mesmo poderio que tinha antes.
"Nós batemos na Al Qaeda a ponto de eles estarem conduzindo ataques que são basicamente propagandas numa tentativa de fazer parecer que eles é que estão nos levando a sair das cidades, mas a verdade é que o trabalho dos últimos anos criou um ambiente em que podemos deixar as cidades a cargo das forças de segurança iraquianas", disse.
Os EUA apostam que a eventual escalada de violência não terá fôlego duradouro, mas procuram atrair a cooperação de paÃses vizinhos. Na semana passada, o secretário da Defesa, Robert Gates, afirmou a representantes dos paÃses do golfo Pérsico que eles devem trabalhar junto com os EUA para garantir a segurança no Iraque e conter as ambições iranianas. Sugeriu ainda que aceitem a participação do Iraque em fóruns regionais, como o Conselho de Cooperação do Golfo.
O desempenho da segurança no Iraque nos próximos meses será decisivo para avalizar a estratégia militar de Obama, que sempre tratou a guerra do Iraque como uma empreitada pessoal de seu antecessor, Bush.
Na prática, uma parcela menor de militares permanecerá em cidades estratégicas para atuar no treinamento das forças iraquianas. Ainda assim, o governo iraquiano comemorou a mudança e decretou feriado no paÃs nesta terça-feira.
Para Joost Hiltermann, diretor do programa de Oriente Médio do International Crisis Group, a saÃda das tropas das cidades é uma medida de caráter simbólico e polÃtico, mas trará poucas mudanças no dia a dia. "É claro que inicialmente haverá um aumento da violência, mas ela deverá ser mais visÃvel nas próximas eleições iraquianas e principalmente no final de 2011, quando aà sim teremos um momento crucial com a saÃda das tropas americanas do paÃs", afirmou à Folha.
Na avaliação de Hiltermann, as forças iraquianas não estão prontas ainda para assumir o controle da segurança nas cidades. Nos últimos dez dias ocorreram ataques próximos à cidade de Kirkuk, no norte do paÃs, e no bairro de Cidade Sadr, em Bagdá. Os ataques deixaram mais de cem mortos.
O porta-voz do Pentágono, Geoff Morrell, afirmou que ainda há uma ameaça que requer vigilância, mas disse que a Al Qaeda não tem mais o mesmo poderio que tinha antes.
"Nós batemos na Al Qaeda a ponto de eles estarem conduzindo ataques que são basicamente propagandas numa tentativa de fazer parecer que eles é que estão nos levando a sair das cidades, mas a verdade é que o trabalho dos últimos anos criou um ambiente em que podemos deixar as cidades a cargo das forças de segurança iraquianas", disse.
Os EUA apostam que a eventual escalada de violência não terá fôlego duradouro, mas procuram atrair a cooperação de paÃses vizinhos. Na semana passada, o secretário da Defesa, Robert Gates, afirmou a representantes dos paÃses do golfo Pérsico que eles devem trabalhar junto com os EUA para garantir a segurança no Iraque e conter as ambições iranianas. Sugeriu ainda que aceitem a participação do Iraque em fóruns regionais, como o Conselho de Cooperação do Golfo.
O desempenho da segurança no Iraque nos próximos meses será decisivo para avalizar a estratégia militar de Obama, que sempre tratou a guerra do Iraque como uma empreitada pessoal de seu antecessor, Bush.
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Da Folha
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