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Carrefour: o mercado do racismo, intolerância e assassinato?
Por Censurado em 4,Jan 2010 | Em Outros | 91 comentários »

Imaginem a cena. Um homem vai ao mercado com a familia, em uma cena tão suburbana que poderia ser escrita por Nelson Rodrigues. Ele então fica dentro do carro esperando, enquanto a mulher vai fazer compras dentro e a filha dorme no banco de trás. No outro lado do mercado - ou não, assaltantes geram uma vítima qualquer. Os seguranças procuram por uma moto roubada e logo acham um culpado, que atende pelo nome de Januário Alves de Santana. O problema, entretanto, é que Januário dirigia uma Ecosport e não uma moto. E sua filha estava dormindo no banco de trás. Lógicamente, sabemos que ele não poderia ser o culpado, certo? Errado.
Januário estava em seu carro quando um homem aproximou-se, armado e sem uniforme, do seu vidro. Pensando ser um assalto, Januário não "cooperou". Logo, iniciou-se uma briga entre os dois, que se avolumou com a chegada de outros três seguranças. A briga, que era então entre um pai de familia e um homem armado, transformou-se em uma surra. Ah sim, vale lembrar que a barbarie ocorreu no 'famoso' quartinho dos fundos.
Um soldado da PM aproximou-se do local. O espancamento encerrou-se, mas não as humilhações. Januário relatou que ouviu de um dos agressores, sem especificar se foi um segurança ou o policial que o disse, mas ele lembra-se claramente de ter ouvido: "Você tem cara de quem tem passagem (pela polícia). No mínimo, umas 3 passagens. Tua cara não nega, negão".
Uma lição de racismo da Microsoft e de vida da Holanda
Por Censurado em 27,Ago 2009 | Em Outros | 7 comentários »




Pequenas coisas que temos em comum
Por Censurado em 21,Jul 2009 | Em Outros | 3 comentários »
Faz algum tempo que eu não escrevo sobre outras coisas que me incomodam e que não são do campo da política. Ja tratei aqui do preconceito - e, para minha surpresa, o tema foi muitíssimo bem recebido. Relutei em escrever outros durante o intervalo que vemos entre este post e o outro, acima citado. Não sei muito bem a razão desse medo, confesso. Simplesmente o tinha. Mas vou escrever algumas linhas aqui pra baixo, preciso compartilhar um pensamento. Lendo os comentários do blog, cheguei a conclusão: as pessoas foram ensinadas a temer o que lhes é diferente. Fogem dos memes. Morrem de medo, é a sindrome da alteridade.
Na política, a esquerda é ensinada a temer a direita e isso é recíproco. Mas além disso, os pobres aprendem a odiar a classe média e sua apatia e, estes, descobrem desde cedo que se existe um inimigo a ser temido, seu nome é 'movimento social'. Os conservadores são doutrinados a odiar os liberais e suas idéias malucas. Os homens heteros, em sua maioria, temem o contato com gays. Os negros são ensinados que tudo o que acontece no mundo é culpa de um mundo racista e os brancos, na outra ponta, morrem de medo da onda Afro.
Besteira. Como disse George Carlin, nós somos ensinados a enxergar as diferenças um do outro para que não façamos nada além de brigar. Discussões, greves, protestos, desconfianças. Tudo é valido para nos deixar ocupados e distraidos. Por que? Simples: para que eles, os ricos, possam fugir com todo o dinheiro.
Se pudessemos enxergar as semelhanças, as pequenas coisas que compartilhamos em comum, provavelmente muita dor e sofrimento teriam sido evitados. O mundo seria diferente. Não importa a cor, a idade, a classe social ou a orientação sexual. Todos compartilhamos algumas coisas, alguns sentimentos universais. Você, por exemplo, nunca foi levantar uma mala do chão que, para sua surpresa, estava vazia e, por um microsegundo, você se sentiu muito forte. Quem nunca dormiu num final de tarde e acordou quando ja tava escuro e ficou sem saber se ainda era hoje ou se ja era amanhã?
Enfim, não importa quem somos pois todos pertecemos a uma única categoria: humanos. No final das contas, somos todos iguais. Pobres ou ricos, comemos, vamos ao banheiro, namoramos e sentimos inveja e ciumes. Brancos ou negros, nós acordamos de mau humor e sentimos desejos. Gays ou heteros, todos amamos. E, quanto antes nos lembramos disso, mais tempo teremos para mudar o que está por ai. Afinal, antes de mudar o mundo nós precisamos mudar a nós mesmos.
Um abraço do Censurado, que assim como todo mundo, morre de frio e fica triste.
Estatuto de Igualdade Racial: avanço dos direitos civis ou do racismo?
Por Censurado em 20,Mai 2009 | Em Política Nacional | 3 comentários »
A questão das cotas foi transformada em política pública primeiramente nos Estados Unidos, onde se adotou o sistema de ações afirmativas depois de ter sido detectado que negros não tinham acesso à sociedade de consumo. Marginalizados, enfrentavam uma agressiva segregação racial, o que culminou na luta pelos direitos civis em todo o país no fim dos anos 50 e durante a década de 60.[Me siga no Twitter! É só clicar AQUI.]
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Gilmar Mendes proibe a criação de curso de faculdade exclusivo para sem terra
Por Censurado em 28,Abr 2009 | Em Política Nacional | 10 comentários »
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, confirmou que criar cursos especiais em universidades públicas para assentados do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) contraria o que está disposto na Constituição.
Mendes rejeitou um pedido do Incra para que fosse liberado o processo de seleção dos interessados no curso de medicina veterinária na Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul. Ele concluiu que a iniciativa, criada por meio de um convênio entre o Incra, a universidade e a Fundação Simon Bolívar, favorecia os assentados em detrimento dos demais cidadãos.
[Comentário do Censurado: resta saber se o ministro Joaquim Barbosa irá protestar por causa disso. Na minha opinião, Gilmar Mendes acertou mais uma vez. Criar um curso somente para Sem Terras é discriminação. Caso a criação fosse autorizada, abriria precedentes para a abertura de cursos exclusivos para brancos, negros, baixos, magros, palmeirenses e corinthianos. ]
Uma doença chamada preconceito
Por Censurado em 22,Abr 2009 | Em Outros | 35 comentários »

Eu gostaria de mudar um pouco o foco de hoje, só um pouco, se vocês me permitirem. Hoje não falaremos de política e sim sobre preconceito, um assunto tão importante e polêmico quanto. Talvez, no fim do texto, terá alguma relação com política, não sei ainda, escrevo direto no publicador do blog e não vou reler, as palavras fluirão direto para cá e depois é caminho sem volta. Me perdoem se eu cometer algum equívoco ou excesso, ok?
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Eu sou descendente de italianos, espanhois, mineiros e baianos, descendentes estes de um senhor de terras europeu e uma escrava. Costumo brincar que herdei o melhor de cada raça, os olhos verdes e o cabelo preto liso da Itália, a estatura de gigante (1.90 de altura) da Espanha e a perseverança tupiniquim. Não me considero nem negro nem branco, sou tão misturado quanto um cão de rua e tenho orgulho disso. Os viralatas são os mais fortes.
Na escola meu apelido era "negão", embora eu não tenha a belíssima pele negra. Me chamavam assim simplesmente por ser o menino mais escuro da sala. Na época não via isso como um sinal de discriminação e ainda não vejo. Gosto de conservar a inocência do pensamento "não o faziam com maldade e sim com afeto". É claro que eu cansei de ouvir piadas sobre isso, racistas até, quem nunca ouviu? Tolerei as piadas até um ponto em que percebi que a tolerancia, em alguns casos, incentiva o crime. Com uma briga, da qual não me orgulho, levei ao chão o piadista e todas as chacotas. Depois disso, nunca mais me importunaram.
Comportamento de macho ajuda a espalhar a AIDS
Por Censurado em 31,Mar 2009 | Em Outros | 1 Comentário »

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Oposição denuncia discriminação do governo contra população
Por Censurado em 27,Mar 2009 | Em Política Nacional | 1 Comentário »
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