Especial Why so Serious?
Por elemento cortante em 13,Nov,2008 | Em Cinema | 10 comentários »

Bom, vocês foram avisados, daqui por diante é por sua conta.
Tem certos papéis que parecem ser feitos com a certeza de que serão os últimos. Muitos atores ao longo de suas vidas não viveram para ver nas telonas o trabalho magnífico que fizeram, Brandon Lee o filho de Bruce Lee foi um deles com seu memorável “O Corvo”, estranhamente seu pai também morreu muitos anos antes também serm seu último filme vítima de um AVC, e com certeza Heat Ledger entra com méritos para essa galeria. Clique aqui e veja os 16 melhores atores que nunca viram o seu último filme estrear!

O Joker de Leadger segue uma linha até então inimaginável pra mim,( e isso é mérito dos roteirista) a de um gênio do crime, sempre cinco passos a frente de todos (inclusive do Batman que não consegue achar padrão em suas ações), sempre buscando manipular a todos para provar seu ponto de vista e conseguir seus objetivos (lembrou-me do “Ben” de Lost).
Esse novo Joker sabe exatamente seu papel no mundo, sabe que ele é a contraposição clássica que sempre vemos de forma tácita no mundo dos heróis ou seja, uma “aberração”como ele não tem sentido de existir sem uma contraposição natural, outra aberração, no caso o Batman! Alguém que também faz coisas que pessoas ditas “normais”não veriam nenhum sentido. Afinal que é mais estranho? Queimar uma montanha de dinheiro como o fez o Joker que é um ferrado na vida, todo deformado ou pular de prédios vestido de morcego enquanto se poderia estar com as mais belas mulheres nos melhores lugares?
O Joker segue a missão de agente do caos absoluto, dispensando todas as convenções em prol de estabelecer um mundo onde sua lógica se prova pela prática, e faz isso com maestria mesmo quando aparentemente errado ele consegue se provar certo. Se por um lado as barcas não foram detonadas por outro Harvey Dent se torna o duas caras e Batman um bandido aos olhos da cidade. O Joker mostra isso inúmeras vezes, quando ele vai explicar suas cicatrizes e sempre conta uma história diferente, sempre a tornando mais perturbadora para quem ouve, traço muito maior de genialidade do que de loucura. Esse novo Joker tem elementos de Hanibal Lecter entremeados no seu agir.

Why so Serious? Este joker tem no sadismo de suas ações sempre significativas a grande piada, rir pra que?
Esta seqüência busca beber da mesma fonte do primeiro filme, ou seja, imbuir detalhes com o máximo realismo, mas sem perder as características que fazem sucesso no gibi. Leadger passa longe do palhaço que vemos no primeiro Batman de Michael Keaton (interpretado pelo grande Jack Nicholson), o novo Joker aparece expressando seu viés cômico da forma mais cínica e cruel possível, um humor negro cru, onde sua gargalhada só aparece para desconcertar seus adversários em pontos chave. O novo coringa passa a maior parte do filme sério e embora suas cicatrizes sejam suaves se comparadas as de Harvey Dent são muito mais perturbadoras.
Nicholson X Leadger
Nessa versão o maestro Joker cria Duas caras usando o maior símbolo de Gothan e tendo como solistas Batman e Gordon. No mais o fio conduzido neste longo filme é um tributo ao talento de Ledger, que fica imortalizado e cria um problema para os autores da franquia que mataram duas caras e mantiveram vivo o Joker. Agora com Leadger morto e o ator Aaron Eckhart (Duas caras) vivo acabou-se por matar um ótimo vilão e manter vivo alguém que infelizmente não está mais entre nós. Aaron que personifica o famoso “Duas Caras” tem neste filme uma construção espetacular, e que embora diferente dos quadrinhos fez algo que raramente se vê bem feito no cinema, coloca um grande homem com ideais sinceros sendo destruído ao ponto da insanidade e tornando-se um vilão. A personalidade de duas caras é perfeita, obcecado com justiça e tendo uma psicose lhe turvando o bom senso ele acredita continuar sendo a mão da justiça, e o roteiro se entremeia de detalhes ricos que só contribuem para o crescimento do filme. Até o rosto anguloso de Eckhart que lembra os clássicos políticos americanos contribue para dar-lhe mais credibilidade neste papel na primeira fase, já na segunda a maquiagem depois do acidente torna-se uma verdadeira homenagem aos fãs de quadrinhos, já que até o repuxado da boca e o olho sem pálpebras foi mantido, tornando-o idêntico ao persoangem dos HQ’s (E uma antítese do bobo alegre Tommy Lee Jones).
Vale ressaltar que o cargo de promotor nos EUA é eletivo e, portanto coisas como arrecadação de fundos e popularidade são fundamentais para manutenção do cargo.
Bons filmes são feitos de detalhes, um bom exemplo é que em momento nenhum Gordon ou Batman contam para Dent que o Joker falou os locais onde cada um estava invertido e que Batman estava na verdade atrás de Rachel (com certeza a mais sem graça do filme, mesmo para alguém que vai ser morta) e não de Dent, o que num primeiro momento traz confusão a quem vê já que Dent estava resignado em morrer desde que Rachel fosse salva, mas ninguém se atreve a cruzar esta linha, pois todo o filme é movido por valores e seria no mínimo covardia oferecer este tipo de justificativa para alguém na posição de Dent e o mais interessante é que Alfred faz o mesmo queimando a carta de Rachel para Bruce, pois sabia que ele precisava de mais essa motivação para a construção do herói que Gothan precisava, realmente um filme que não podia ser contado em 90 minutos, o sentimento cheira a 300.
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10 comentários
Convenhamos, o Legder levou o OSCAR por dois motivos, pelo conjunto da obra e porque morreu (excluído CORAÇÃO DE CAVALEIRO, triste imitação gay de CORAÇÃO VALENTE)
Abraço do tio EC e não deixe de votar na gente no best blogs brasil.
porra muito psicopata o coringa fico
why do we fall?
Eu achei exatamente o mesmo!!!
Mais uma vez, palmas para Gary Oldman como Gordon. Adorei.
E o Joker... o que dizer? Eu me apaixonei pelo maluco!!! Quem é Batman diante desse palhaço?
Mas no todo um ótimo filme. Longo? Nem reparei...
Um abraço do tio EC
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