Histórias

Em janeiro de 2008, São Paulo comemorou 454 anos de história.
Historicamente, credita-se a sua fundação aos jesuítas que desbravaram a Serra do Mar até a região de planalto onde hoje conhecemos como Centro Velho da capital paulista. No dia de 25 de janeiro de 1554, Manoel da Nóbrega e José de Anchieta fundaram o Colégio de Jesuíta (atual Pátio do Colégio) numa região cercada pelos rios Anhangabaú e Tamanduateí, fundando, assim, o povoado de São Paulo de Piratininga.
Em 1560, o povoado tornou-se vila. No entanto, devido ao seu isolamento comercial e solo inadequado para a produção de bens de exportação, a Vila de São Paulo de Piratininga não era atraente para os objetivos dos colonizadores portugueses. Iniciou-se, assim, as atividades de exploração do interior da colônia pelos bandeirantes. Ainda que não tenha contribuído para o crescimento econômico de São Paulo, a atividade bandeirante foi a responsável pelo devassamento e ampliação do território brasileiro.
Em 1711, a Vila conquistou o título de Cidade. No entanto, só em meados do século XIX, após a Independência do Brasil, São Paulo obteve destaque como capital de província e local de importantes atividades políticas. Esse desenvolvimento se tornou mais acelerado com a atividade cafeeira, por volta do ano 1880.
Os rendimentos do café geraram um bom volume de capital, desenvolvendo os negócios da cidade e possibilitando o investimento na implantação de uma indústria que ainda era inexistente naquela época. Além disso, esse poder conquistado às custas das lavouras cafeeiras foi decisivo para que São Paulo mantivesse, ao lado de Minas Gerais, a posição mais alta no governo brasileiro durante as primeiras décadas do século XX. Esse período ficou conhecido como “República do Café com Leite”.
São Paulo foi palco da Semana de Arte Moderna de 1922, ocorrido entre 11 e 18 de fevereiro no Teatro Municipal da cidade. Durante os sete dias ocorreu uma exposição modernista no Teatro e nas noites dos dias 13, 15 de fevereiro e 17 ocorreram apresentações de poesia, música e palestras sobre a modernidade. A Semana, de uma certa maneira, nada mais foi do que uma ebulição de novas idéias totalmente libertada, nacionalista em busca de uma identidade própria e de uma maneira mais livre de expressão. Não se tinha, porém, um programa definido: sentia-se muito mais um desejo de experimentar diferentes caminhos do que de definir um único ideal moderno.
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